31/05/2017

Lança do Destino


A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação. A lança (do grego: ?????, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a ...

morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco:

... Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. João 19:34.

O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.

Histórias
Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.

Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava o moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.


A Lança de Longinus

São Longinus viveu no primeiro século, contemporâneo de Jesus, e seria o centurião romano que reconheceu Cristo como sendo o “filho de Deus” na crucificação (Mateus 27:54; Marcos 15:39 e Lucas 23:47). Ele seria o soldado que feriu o lado de Jesus com a sua lança (Jo 19:34).
Diz a lenda que a água que saía do lado ferido de Jesus respingou em seu rosto e ele imediatamente sarou de uma grande problema de visão, e converteu-se, tornando-se um monge na Capadócia (hoje Turquia), onde foi mais tarde preso, martirizado para renunciar a sua fé e finalmente decapitado. Sua lança é reverenciada como uma relíquia religiosa e está a mostra em Viena na Áustria. Na Espanha e no Brasil ele é o protetor para encontrar objetos perdidos. Sua festa é celebrada no dia 15 de março.

Fatos:

“História real" 1:

Há aproximadamente 2.000 anos atrás, em uma sexta-feira, dia da crucificação de Jesus, aconteceu um fato muito misterioso. Segundo o costume, as pernas dos crucificados eram quebradas para antecipar a sua morte. Os ladrões que estavam ao lado de Jesus tiveram esse destino, mas quando chegou a vez do Messias um centurião romano, Longinus, para provar que ele já estava morto (quem sabe para se fazer cumprir as profecias) perfurou o lado do peito de Jesus, de onde jorrou sangue e água, tentando provar que ele já estava morto. Como os ossos de Jesus não foram quebrados, isso reforçou ainda mais o fato que ele realmente era um enviado de Deus, pois os Profetas do Velho Testamento já haviam previsto que nenhum osso do corpo do Messias seria quebrado.

“História real" 2:

Com o passar dos anos, a posse da Lança tomou vários rumos, começ
z contrabandeada para fora da cidade, frustrando a vontade de Napoleão em possuir esse poder.
Em 1912, a lança passa à posse da Casa de Hapsburgs, fazendo parte de uma coleção no Museu de Hofburg em Viena.
Em setembro desse ano, um jovem chamado Adolf visitou o museu e com o acompanhamento e orientação do Dr. Walter Stein, ficou sabendo sobre o histórico de poder da lança. Nesse momento Adolf ficou contemplando-a, e sentiu uma conexão mística entre ele e as gerações de conquistadores da história, já que ele tinha muito interesse em artefatos religiosos de poder.

Após essa visita, Adolf chegou a dizer:

“Eu fiquei lá tranquilo, olhando fixamente para a lança por vários minutos, esquecendo de tudo à minha volta. Ela parecia conter algo oculto em seu interior, que me evadia, parecia que eu sentia, eu sabia intimamente e não podia trazer à consciência... Eu sentia ainda como se eu mesmo a tivesse segurado antes em algum século passado da história. Que eu mesmo uma vez a tivesse clamado como meu talismã de poder e segurasse o destino do mundo em minhas mãos..."



Hitler e a Lança de Longinus

Um ensaio lança luz sobre um aspecto novo do ditador sanguinário e louco nazista. Marco Tosatti - Roma - Jesus Hernandez escreveu um livro muito interessante sobre um aspecto pouco conhecido, certamente a personalidade de Adolf Hitler, e em particular o seu interesse em esotérica e supersticiosa, para um certo tipo de relíquias. O que é mais o ditador nazista acreditava que a lança com a qual o legionário romano perfurou Cristo faria invencível. Isso é fé cega a lenda de origem antiga que o proprietário da lança de Longino (assim tradição chamou a legião) iria realizar em suas mãos o destino do mundo. E, em particular, ele nunca perdeu uma batalha. "Enigmas y de Misterios II Guerra Mundial"

Enigmas e mistérios da Segunda Guerra Mundial, é o título do livro: (http://www.nowtilus.com/descargas/E_M_II_GM.RCNowtilus.pdf) De acordo com Hernandez diz, Hitler encontrou Lança de Longinus por acaso em 1912, quando ele tentou vender suas aquarelas nos cafés de Viena. Um artista muito pobre, que mal podia fazer uma refeição por dia. Ele 23 ano, quando a refugiar de uma tempestade veio muito forte no museu do Palácio de Hofburg. "Andando pelos corredores, um objeto singular chamou sua atenção. Em um manto de veludo ofereceu para ver uma relíquia do poder cristão grande místico que pertencia ao imperial Habsburgo tesouro:. Lança de Longino " Uma ponta de ferro um pouco mais do que centímetros 50.

Hitler era fascinado, e começou, com seu amigo Walter Johannes Stein, que riceche os poderes mágicos atribuídos a esse objeto ". Stein dizer, então, que "Hitler estava convencido de que ele tinha um grande destino a cumprir. Posse da lança sagrada poderia ser a ferramenta para fazer isso acontecer. " Vinte e seis anos depois, com é o "Anschluss" Áustria tornou-se parte do Terceiro Reich, Hitler e triunfante entrou na capital que tinha visto pobres e desesperados. Na tarde de 14 marco 1938 diz Hernandez, Hitler chegou acompanhado por Himmler, o chefe das SS, no Palácio Hofburg. "O Führer foi diretamente para a sala onde ele manteve sua lança desejado. Himmler saiu da sala, deixando Hitler com a relíquia mística. Ele ficou lá um "agora, completamente imerso em seus pensamentos delirantes, alimentada pela visão de a lança que estava em seu poder. Melomaniaco seu sonho tinha sido cumprido.


" Como se apossar da lança, mas parecia um roubo contra a capital austríaca? Foi criado este truque: o prefeito de Nuremberg, a cidade que sediou o primeiro lançamento de Viena, pediu oficialmente o retorno da relíquia. Pedido satisfeito. Um trem blindado, especialmente preparado para a transferência, cinco meses mais tarde levado para a Alemanha o objeto precioso, escoltado em todos os momentos pela SS. O 30 agosto foi depositado na igreja de Santa Catarina, a ser exibido para o público. Depois da guerra, os americanos descobriram, escondido em um abrigo antiaéreo, e trouxe de volta a Viena. Segundo alguns historiadores - que Hernandez não concorda - Hitler cometeu suicídio quando os Aliados estavam na posse da lança. De acordo com Hernandez suicídio precedeu a descoberta de várias semanas. Claro que é impossível saber se a ponta de lança mantidos em Viena é realmente o que perfurou Cristo entre o 'outro, há dois exemplos possíveis de a Lança de Longinus .... E parece altamente improvável que a ponta de uma' arma muito comum, usado por um soldado desconhecido romano, que realmente não sabe de nada, poderia atravessar a noite dos séculos para chegar até nós. Mas Hitler acreditava.
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17/05/2017

Góticos: Religião e Simbolismo


O gótico/darkwave é uma sub-cultura laica, ou seja, não é integrada à qualquer religião. Alguns pensam que os góticos estão diretamente ligados ao esoterismo ou anticristianismo. Embora cada indivíduo que integra-se à mesma, é livre para a escolha de crenças em qualquer tipo de deus. Porém, no gótico não se encontram pessoas dispostas a seguirem religiões que impliquem no apego a qualquer tipo de dogmas, ou seja, religiões opressoras que impedem pessoas de agirem de acordo com o que realmente pensam, regras onde propõem o que se deve vestir, ler, crer ou fazer.

Os tidos ''wannabes'' - Uma gíria entre pessoas da sub-cultura gótica, que em sua semântica refere-se a um determinado sujeito novo, curioso e, mais diretamente, que "quer 'ser'" parte da mesma - geralmente seguem à risca presunçosa e equivocada em denominarem aos outros pertencentes à ela apenas como Ateus, Wiccas, Pagãos ou satânicos, sendo estes, como mencionado inicialmente, livres de qualquer doutrina ou Sociedade Secreta.

Algum recurso de preâmbulo religioso é utilizado como temática, para músicas ou estética. Um crucifixo, por exemplo, pode, teatralmente, simbolizar a tortura (Crucio = tortura), pois a cruz foi cunhada em Roma, como instrumento para tal, antes mesmo do nascimento de Cristo.
Simbolicamente no sentido de estética não vem totalmente ligado à música, as vestes góticas vieram de acordo com a ideologia a que ele pertence.

http://lizzabathory.blogspot.com
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03/05/2017

Medusa


A Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protetora"), na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, uma das três Górgonas. Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctônico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma, até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

As três irmãs Górgonas - Medusa, Esteno e Euríale, filhas das antigas - eram divindades marinhas, Fórcis (Phorkys) e sua irmã, Ceto (Keto), monstros ctônicos de um mundo arcaico. Sua genealogia é partilhada com outro grupo de irmãs, as Greias, como é explicado na obra Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, que situa ambos os trios de irmãs num lugar longínquo, "a terrível planície de Cistene":

Enquanto os antigos artistas gregos, ao pintar vasos e gravar relevos, imaginavam a Medusa e suas irmãs como tendo nascido com uma forma monstruosa, os escultores e pintores do século V a.C. passaram a visualizá-la como sendo bela, ao mesmo tempo que aterrorizante. Numa ode escrita em 490 a.C., Píndaro já falava da "Medusa de belas bochechas".

"Lá perto delas suas três irmãs feiosas, as Górgonas, aladas
Com cobras no lugar de cabelo — odiavam o homem mortal —"
Numa versão posterior do mito da Medusa, relatada pelo poeta romano Ovídio,
a Medusa teria sido originalmente uma bela donzela, "a aspiração ciumenta de muitos pretendentes", sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do "Senhor dos Mares", Poseidon, e deitado-se com ele no próprio templo da deusa Atena; a deusa então, enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível de se contemplar que a mera visão dele transformaria todos que o olhassem em pedra. Na versão de Ovídio, Perseu descreve a punição dada por Atena à Medusa como "justa" e "merecida".

A morte da Medusa
Na maioria das versões do mito, enquanto a Medusa esperava um filho de Poseidon, deus dos mares, teria sido decapitada pelo herói Perseu (semi-deus), que havia recebido do rei Polidetes de Sérifo a missão de trazer sua cabeça como presente. Com o auxílio de Atena, de Hermes, que lhe forneceu sandálias aladas, e de Hades, que lhe deu um elmo de invisibilidade, uma espada e um escudo espelhado, o herói cumpriu sua missão, matando a Górgona após olhar apenas para seu inofensivo reflexo no escudo, evitando assim ser transformado em pedra. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram: o cavalo alado Pégaso e o gigante dourado Crisaor.

Perseu com a Cabeça da Medusa, de Benvenuto Cellini, de 1554.
Para a acadêmica britânica Jane Ellen Harrison, a "potência [da Medusa] somente se inicia quando sua cabeça é cortada, e aquela potência se encontra na cabeça; ela é, noutras palavras, uma máscara com um corpo acrescentado posteriormente a ela... a base do Gorgoneion é um objeto de culto, uma máscara ritual mal-compreendida."

Na Odisseia Homero não menciona a Medusa especificamente pelo nome:
"A menos que por minha ousadia Perséfone, a terrível,
Do Hades envie uma pavorosa cabeça de um monstro horrível."
Ainda para Harrison, "a Górgona teria nascido do terror, e não o terror da Górgona."

De acordo com Ovídio, no Noroeste da África, Perseu teria voado pelo titã Atlas, que segurava o céu em seus ombros, e o transformado em pedra. Os corais do Mar Vermelho teriam sido formados pelo sangue da Medusa, derramado sobre algas quando Perseu colocou a cabeça num trecho do litoral, durante sua breve estada na Etiópia, onde salvou e se casou com a princesa Andrômeda. As víboras venenosas que infestam o Saara também foram citadas como sendo nascidas de gotas derramadas de seu sangue.

Perseu voou então para Sérifo, onde sua mãe estava prestes a ser forçada a se casar com o rei Polidetes, que foi transformado em pedra ao olhar para a cabeça da Medusa. Perseu deu então a cabeça da Górgona para Atena, que a colocou em seu escudo, o Aegis.

Algumas referências clássicas se referem às três Górgonas; Harrison considerava que o desmembramento da Medusa num trio de irmãs seria um aspecto secundário do mito:
{{quote|"A forma tripla não é primitiva, é apenas um exemplo de uma tendência geral... que faz de cada deusa uma trindade, o que nos deu as Horas, as Graças, as Semnas, e diversas outras tríades. Parece imediatamente óbvio que as Górgonas não são realmente três, mas sim uma + duas. As duas irmãs que não foram mostras são meros apêndices existentes pelo costume; a Górgona verdadeira é a Medusa."

Simbolismo
Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona, e que viria originar o nome em português de Égide, que significa precisamente “escudo”.
As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos tinham como objectivo assustar os maus espíritos. As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso.

Algumas das taças de vinho atenienses nos meados do século VI a.C. apresentavam o seguinte aspecto: cerca da berma, no interior da taça, desenhavam-se cachos de uvas, não deixando dúvidas que naquela taça se servia apenas vinho; já perto do fundo, estão desenhadas em todo o contorno umas figuras negras de rapazes nus a servirem vinho aos convidados, enquanto que na base da taça, estava estampado o símbolo da Górgona, ou seja, quem bebesse por essas taças, no momento em que o vinho chegasse a um nível onde que era permitido poder-se ver as figuras negras, os servidores desnudados, significava que a taça necessitava de ser enchida; a cabeça da Górgona depositada no fundo, seria uma mensagem humorística que indicava ao convidado manter a taça do vinho sempre cheia durante a festa, caso contrário, viria a figura da Górgona desvendada e seria transformado em pedra.

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