19/04/2012

Adônis

Adonis

Nas mitologias fenícia e grega era um jovem tido como modelo de beleza masculina e extremamente carismático, que também teve sua imagem estreitamente vinculada a mitos vegetais e agrícolas desde a antiguidade.


Múltiplas lendas descrevem sua origem e uma delas diz que seu nascimento foi fruto de relações incestuosas entre Mirra e seu pai Théias, Rei da Síria, que enganado pela filha, com ela se deitou.


Descoberta, para não ser morta pelo pai, pediu ajuda aos deuses, que a transformaram então na árvore que tem seu nome. Da casca dessa árvore ele nasceu. Maravilhada com a extraordinária beleza do menino, a deusa grega do amor e da beleza sensual, Afrodite (Vênus), e tomou-o sob sua proteção.


Menino crescido ele e Afrodite se apaixonaram, mas a felicidade de ambos foi interrompida. Ares (Marte), o deus da guerra e amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacá-lo enviando um javali que lhe desferiu um golpe fatal. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas junto com o do amante transformou-se em rosas vermelhas. Outra versão da mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades (Plutão) a esposa dele, a deusa Perséfone (Prosérpina), deusa dos infernos.
Afrodite então instituiu uma celebração anual para lembrar sua trágica e prematura morte. Esses festivais anuais ocorria nas cidades gregas e egípcias, na Assíria, na Pérsia e em Chipre (a partir do século V a.C.) e durante os rituais fúnebres, as mulheres plantavam sementes de várias plantas floríferas em pequenos recipientes, chamados jardins de Adônis. Entre as flores mais relacionadas a esse culto estavam as rosas, tingidas de vermelho pelo sangue derramado por Afrodite ao tentar socorrer o amante, e as anêmonas, nascidas do sangue dele.


Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: ele passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Entretanto, Perséfone também apaixonou-se por ele e logo o acordo foi desrespeitado. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais. A peleja entre as duas deusas só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que o rapaz seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone.


Assim tornou-se então o deus oriental da vegetação, simbolicamente morrendo no inverno, quando desce ao submundo e juntando-se a Perséfone, e regressando à Terra na primavera para juntar-se a Afrodite. Embora seja mais conhecido como divindade grega teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz, eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, e associado ao calendário agrícola.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

© Dállia Negra - 2016 | Template feito por: Adorável Design | Imagens de ícones e imagem do cabeçalho por: Jaque Design